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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

V BH Indie Music - Quinta Semana por Edison Elloy

Sexta-feira dia 07 de outubro de 2011 no V BH Indie Music
Apresentações: Consciência Suburbana, Os Decréptos, Dead Vines e Irônika.
Local: Matriz

Consciência Suburbana (BH) Cantar o que pede para ser cantado. Em perfeita sintonia os rapazes abrem essa noite do festival no Matriz. Punk, é assim muito bom porque é simples, direto e manda seus recados sem rodeios. Gilmar 77 (voz/guitarra), Dinho (baixo) e Kruger (bateria). Formam um trio básico impecável, em sincronia total, sabem executar as canções punks perfeitas. Diversão e consciência social e política são possíveis sim. Em uma apresentação onde primam pela precisão em seus arranjos e execução. Cantam uma ode à “Garota Punk” ideal: “Quem é essa garota punk?” e ela com certeza se identifica com a troupe punk do CS. Cantar suas letras é fácil e isso fez a platéia no Matriz. Refrões diretos, sobre bases firmes e bem executadas, são facilmente gravados, e a platéia cantou “1,2,3,4 punk rock 74...” e cantou tudo o que Gilmar 77 e seus fiéis escudeiros mandou para ouvidos e mentes. Noite iniciou com a qualidade e energia de autênticos emissários de boa música. (foto: Naty Rodrigues)
Os Decréptos (BH) A banda se apresentou de forma intensa e com muita energia, mais uma vez. Com suas canções ora alegres e divertidas, ora críticas comportamentais. Os Décreptos conseguem imprimir uma característica própria em seu punk rock usando duas guitarras, leia-se, Fábio e Gustavo Decréptos, esse último com solos e riffs nervosos para dar às canções da banda uma “cara” toda própria. Discorrer sobre boêmia possível e diversão. Identificar-nos com a cidade que reconhecemos em passagens de suas letras. Banda com algo bem peculiar, pois tem á frente dos vocais, Daniel Decrépto, um dos vocais em falsete “sujo” dos mais personais que temos ouvido. A platéia responde sempre bem e prontamente em “moshs” característicos quando Os Decréptos estão no palco. Se “o mundo está acabando...”, como cantam, que seja ao som de punk rock honesto. Rodrigo e Diego Decréptos, garantem base para a festa. 
(foto: Naty Rodrigues)



Dead Vines (BH) A banda sobe ao palco para também antes punker, mostrar-se mais rocker nesses últimos tempos, e o tem feito bem. Bugu Reis (voz/guitarra), Davidson B. (baixo/voz) e Luis Borges (bateria/voz). Cantam a sociedade em volta, aspectos todos são abordados e cantados na voz firme e característica de Bugu Reis. Descrevendo em narrativas bem colocadas, as mazelas políticas, sociais e humanas. Mas também e claro, a expectativa de outros ares. Porque como cantam em “Vida Humana”, podemos um dia nos redimir de nossos pecados. Mas a vida, essa não ficará nunca em segundo plano. Platéia cantando “Caos”, “Tormenta” e sabendo muito bem responder quando perguntam: quem somos? “We´re dead vines”. Uma banda que está segura em seu caminho melódico e por isso sabem para onde seguir. Não se pode dar vez ao medo, eles sabem. Surpresa, na voz de Davidson B, “Blues da Violência”. “Eu vejo um homem, um homem com medo...”. Forte e expressiva, mas o medo não visita palcos tão bem reverenciados, nunca. (foto: Naty Rodrigues)
Irônika (BH) Uma banda de bem com suas intenções e suas canções, mais que honestas e sinceras. Irônika, sabe com o vigor e a criatividade de suas guitarras, mostrar o que é uma banda que bebeu em boas fontes. Cenas e narrativas indentificáveis facilmente, pois estamos ali em seus textos. Coesa a banda canta a diversão sim, mas diversão com a responsabilidade dos que executam acordes em que acreditam e dominam. Canções de uma história bem escrita por Bruno Luiz (voz/guitarra) e seus parceiros de palco. Jr. Skiter (guitarra /voz), Pedro Vasseur  (baixo/vocais) e Mauro Novaes (bateria). Como fazer uma revolução? Comece por verdade e honestidade. O palco do Matriz recebeu doses bem aplicadas de vontade e determinação de uma banda que sabe muito bem o que é, pois como cantam, “...você pode ser...”. Irônika é punk rock e atitude e sabe escrever as boas histórias para serem contadas, fizeram isso essa noite. Em coro a platéia sabe agradecer, pois presentes assim merecem coro uníssono e aplausos esfuziantes. Incendiada e feliz, assim voltou para casa. Viva! (foto: Naty Rodrigues)
Sábado dia 08 de outubro de 2011 no V BH Indie Music

Apresentações: Himalaia (RJ) e Milhouse (RJ).
Local: Centro Cultural São Geraldo
Himalaia (RJ) Onde talvez poucos possam chegar, onde apenas aqueles que de verdade desejam encontrar. O que? Não importa, Himalaia deve ser esse lugar em uma alusão ao topo, assim como o que dentro de nós busca as alturas. Capitaneada por um certo Capitão Léo (voz), a banda tão competente que é,  apresenta-se com a qualidade e empenho que não poderia ser diferente quando se canta tão sério, mesmo o que dissimuladamente possa parecer um  cotidiano quase banal. Mas não é jamais, tudo o que envolve humanos. “Tem coisas que eu não sei”, imaginem se Daniel Marmota (guitarra/voz), Gringo (guitarra), Dom (Baixo) e Gustavo JJ (bateria) soubessem mais um pouco. Pois o que se viu e ouviu foi música em estado puro. Front Man naturalmente performático, voz que pede bons ouvidos, pois esses se deleitam, Capitão Léo, conduz a nau Himalaia ou nave, para o universo, e nos convida à aventura de viver. As expectativas de alguém que passa e quer e precisa ser percebido. Um retrato em “3x4”, composto para uma tentativa de traduzir a intenção do que se deseja ou seu próprio auto-retrato, pois outra pessoa também forja o seu. Platéia brindada com a sincera e honesta expressão de músicos empenhados em seu ofício. Em doses exatas, guitarras em riffs sutis e mais que harmoniosos, base segura e backings vocals em alternâncias vocálicas pontuais. Música de grande qualidade para privilegiados em uma tarde de sábado. Quem ouviu vive. (foto: Marcos Ganndu)
Milhouse (RJ) A platéia desavisada não esperava algo tão forte vinda daqueles rapazes aparentemente tão “normais”.  Antes e depois da força que não pede licença e não faz concessão para romper seus limites, se é que os possui. Milhouse, simplesmente aponta possibilidades sonoras mais que originais. Com pausa apenas para respirar, pois precisamos. Os músicos Diogo Caldas (baixo), Roberto Tomé (guitarra), Alexandre (voz/guitarra) e Thiago Mateu (bateria). Impõe-nos uma avalanche sonora e sensorial, únicas. Guitarras falam muito quando conduzidas por mentes que vão além dos conceitos padronizados. Milhouse, visceral em grau máximo, para cantar e traduzir estados alterados de nossa percepção.  Pois a abulia não nos acometerá o tempo todo, haveremos de tomar as decisões que nos guiarão. Para o nosso bem. Nascer para o nada, impossível. Ainda em gestação perceber-se um quase alienígena, não será para os lúcidos. Overdose de simulações sonoras para aguçar a mente, e esta levar aos sentidos, todos os possíveis. A chama da auto-percepção está acessa. Convidados que fomos a buscar respostas. O caos em forma de música, a abertura mental através de experimentações sonoras. Alexandre canta: “eu tenho medo...”. Impossível ter medo de algo quando em si está a maior e melhor aventura, a vida. A platéia agora pode dizer em voz única e no mínimo um pouco mais aliviada, você que ainda dorme.  Acorde! (foto: Marcos Ganndu)

por Edison Elloy
fotos Naty Rodrigues e Marcos Ganndu

Envie suas impressões  sobre o V BH Indie Music para o e-mail bhindiemusic@gmail.com e publicaremos tua história/narrativa/resenha/foto aqui neste blog





sexta-feira, 7 de outubro de 2011

[AGENDA] QUINTA SEMANA


V BH Indie Music
 
QUINTA SEMANA ....DE 04 A 09 DE OUTUBRO
04OUT
.OFICINA PRODUÇÃO INDEPENDENTE
Direção: Malu Aires
Dias: 13/0920/09, 27/09, 1/10, 2/10, 8/10, 11/10
Horário: 19:00 às 22:00
Vagas: 12
INSCRIÇÕES ENCERRADAS
08OUT
....WORKSHOP Presença de palco ........Performance gestual para músicos
Direção: Helen Novais
Dias: 17/09, 24/09, 01/10, 08/10*
Horário: 14:30 às 17:00 (*14:00 às 17:00)
Vagas: 
12
INSCRIÇÕES ENCERRADAS
06OUT
....shows e performances
........V BH INDIE MUSIC
foto Poliana Vasconcelos
....PONTO FINAL Belo Horizonte 22:15H
A vontade sem o receio, a crítica sem a hipocrisia, o romântico ainda apaixonado. Tudo que criam sem o medo de errar, tudo que falam sem o medo de acertar, tudo que pensam sem o medo de acreditar.
 
foto Israel Boi
...ONTOLOGIA Belo Horizonte 23:15H
Banda Ontologia, formada por um grupo de 04 amigos musicos, que até então, tocavam em outras bandas, na cidade de Belo Horizonte. A banda Ontologia, tenta expressar de alguma forma, em suas músicas, através do uso timido da poesia, uma linguagem que perpassa por problemas sociais. E se adentrando pelo mundo do rock, do pop, e pela MPB.
 
foto Davisson Madeira
...LOGRAU Belo Horizonte 00:00H
Banda formada por amigos em 2006 com a intenção de fazer um rock simples e marcante, mostrando sua visão sobre cotidiano e complexidade do ser, mantendo coerência na sonoridade e mesclando os estilos musicais e influências de cada integrante.
ONDE
quinta-feira
Horário: 21:30 horas
Shows das bandas LOGRAU (BH), PONTO FINAL (BH) e ONTOLOGIA (BH).
ENTRADA: R$10 (na hora) R$8 (antecipados) 
Local: Casa Cultural Matriz
Rua Guajajaras, 1353 - Lourdes

MAPA
07OUT
....shows e performances
........V BH INDIE MUSIC
foto Marcos Ganndu
....
..CONSCIÊNCIA SUBURBANA Belo Horizonte..22:15H
A banda Consciência Suburbana surgiu dia 18 de junho na até então pacata zona leste de Belo Horizonte. Punk Rock, a banda aborda temas do cotidiano, cantados em português.
Em sua discografia traz cd's próprios e participações em coletâneas como Rotten Zine (SP, 2003), Eu tentei - Volume 2 (RJ, 2001), Compilado Punk - Volume 4 (Argentina, 2010), Sem Fronteiras (Brasil/Colômbia), Coletâneas Virtual PunkHardcorecrust Attack (Sergipe), Punk All Punk (Goiânia), Principio y Fin, Acracia Zine (Argentina).
 
 
foto Warley
....OS DECRÉPTOS Belo Horizonte 23:10H
Banda mineira de punk rock, formada em janeiro de 2007. As principais influencias vieram do punk 77, horror punk, rockabilly e rock nacional da década de 80. A banda se apresenta com um repertorio de musicas autorais, com letras em português que falam sobre temas como a boemia, o cotidiano e o terror inspirado nos filmes trash dos anos 80.
Em 2010 a banda sofreu modificações em sua formação ganhando uma sonoridade mais pesada.
 
foto Naty Rodrigues
...DEAD VINES Belo Horizonte 00:00H
A tríade de Rock'n Roll surgiu em 2005, influenciada pelo Punk Rock e Grunge viscerais dos anos 80 à 90! Traz letras fortes e marcantes, baseadas nas ilusões e desilusões do dia a dia. E este ano está lançando o seu 1º E.P.intitulado de "KAOS"...
 
foto André de Araújo
....IRÔNIKA  Belo Horizonte 00:50H
Banda mineira, safra 2000. Rock n roll simples, direto e sing alongs (vocais em coro). Punk rock explosivo diretamente influenciado por bandas punks antigas, The Specials e bandas californianas. Embora tenha germinado suas raízes na musicalidade terceiro mundista do ragga, reggae e ska, o Irônika viu no punk rock a válvula de escape certa para desabafar suas músicas sobre delinquência juvenil, festas e criminalidade. A banda já pegou a estrada percorrendo o interior de Minas, São Paulo e até nordeste do Brasil.
ONDE
sexta-feira
Horário: 21:30 horas
Shows das bandas de BH CONSCIÊNCIA SUBURBANA, IRÔNIKA, OS DECRÉPTOS E DEAD VINES).
ENTRADA: R$10 (na hora) R$8 (antecipados) 
Local: Casa Cultural Matriz
Rua Guajajaras, 1353 - Lourdes

MAPA
..........Promoção (50% desconto)..........
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08OUT
....shows e performances
........V BH INDIE MUSIC
foto Rafael Serra
...HIMALAIA Rio de Janeiro 17:30H
O HIMALAIA é uma banda de rock formada em 2003, no Rio de Janeiro. A banda possui duas demos esgotadas (2005 e 2008), foi eleita banda revelação em votação popular, pelo site Bandas de Garagem, em 2008, possui uma música escolhida por uma operadora de telefonia celular para virar ringtone, possui uma música (Luz) selecionada através do MySpace para fazer parte da coletânea internacional Rock4Life (parte da renda revertida para a pesquisa da cura para a colangite esclerosante primária).
Atualmente, a banda está focada em divulgar seu recém-lançado CD, que conta com as participações especiais de Flávio Guimarães (gaitista do Blues Etílicos) e de Misael da Hora. 
 
foto Raissa Medeiros
....MILHOUSE Rio de Janeiro 21:00H
Banda de Rock Alternativo do Rio de Janeiro. Formada em 2006, segue a linha do som pesado e espontâneo vem se destacando no cenário carioca com características muito próprias e honestas. Flerta com o Rock Progressivo e absorve muitas influências. Lançou em 2009 a "Demo" "Analisando Milhouse", que é uma síntese de todo o trabalho resumida em 5 músicas, com um intuito analítico. Tendo os "Melvins" como uma de suas principais referências, segue também sendo influenciada em grande parte por alguns ícones do movimento Grunge, pelos Ruídos e Experimentalismos e ao mesmo tempo com uma pitada de Psicodelia setentista.
ONDE
CENTRO CULTURAL
SÃO GERALDO
sábado
Horário: 14 às 22:00 horas
O V BH Indie Music recebe as bandas HIMALAIA e MILHOUSE do Rio de Janeiro que se apresentam no Centro Cultural São Geraldo em parceria com o Festival de Bandas Independentes que traz mais 9 bandas independentes de BH.
ENTRADA FRANCA
Local: Centro Cultural São Geraldo
Av. Silva Alvarenga, 548, São Geraldo
Ônibus: 9502, 9211 e 9214

MAPA
REALIZAÇÃO INDEPENDENTE
BH INDIE MUSIC
 
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DO FESTIVAL
acompanhe
http://vbhindiemusic.blogspot.com

terça-feira, 27 de setembro de 2011

V BH Indie Music - Terceira Semana por Edison Elloy


Sábado dia 24 de setembro de 2011 no V BH Indie Music
Apresentações: Monster Groove
 (Nova Lima-MG), Groove a Toa (Ribeirão das Neves-MG), Plame (Diadema-SP) e Favela Groove (Santa Luzia-MG).
Local: Centro Cultural Nem Secos

Monster Groove (Nova Lima-MG)  O corpo precisa se mover, pois está vivo. Abre a noite com muita energia e alto astral, música dançante, muito bem arranjada e produzida. Um malabarista tem habilidade e jogo de cintura, Monster Groove, tendo à frente Eduardo Araújo (voz/guitarra) e Bernardo Ribeiro (baixo/vocais) e apoiados por músicos competentes, sabem  que não se pára um show. Excelentes backing vocals, bem ajustados e mais que harmoniosos. Por isso rítmo intenso, por isso samples e sintetizadores, por isso guitarras e bases ágeis. Do sótão saíram os monstros e prontos para sem grandes dramas, viverem o que a vida lhes proporcionar.  A noite e o dia estão aí, diversão e também algumas decepções. Mas a vida está aqui dentro de nós.  Então vamos carregá-la da forma mais leve possível e de preferência com muito, muito ritmo.
Groove a Toa (Ribeirão das Neves-MG) “Rima doce em tempos amargos”. Expressar com verdade explícita e transbordando sinceridade os versos que traduzem sua visão do mundo em volta. Simples, forte e tão bem narradas que o alvo é certeiro. “Macacos me morda”, é proposital sim. Macacos nesse caso uma alusão ao sistema que oprime e impõe suas regras nada democráticas ou justas. Como a dizer: eles mordem VOCE, e você o que fará para safar-se? Monge Mascavo  (voz) The Lan Matarazzo (voz), Chirlei Mascavo (bateria/voz), Somah (baixo),  DJ Duloo Siciliano (pick-up) e Wingles Max (guitarra). Com a certeza daqueles que cantam o que sentem, pois bases seguras os resguardam, apontam as origens todas perceptíveis e possíveis. A pressa dos dias que vivemos em “Era velocista”. O amor artificial, sexo semi-virtual em brincadeiras naturais, por serem humanas. Crônicas cotidianas, pois “ser feliz do seu jeito”, só isso é importante. Groove a Toa sabe.
Plame (Diadema-SP) “A essência... de nós mesmos não será fugaz e o medo não terá valor”. O palco apenas não suporta toda a força e vontade arrebatadoras desse quinteto de hardcore legítimo. Punk, hardcore furioso para cantar toda a crença em transformações pessoais e sociais possíveis. Michel (Voz), Alan (guitarra), Du (bateria), Felipe Bonão (Guitarra) e Júnior (baixo) fizeram uma apresentação totalmente expressiva. Cosmopolitas que são, sabem muito bem onde pisam e como pisam para narrar as agruras de vivermos em cidades infelizmente cada vez mais estranhamente inóspitas, deveria ser o contrário, pois humanos é o  que somos, não?  Michel, canta com força e grita contra injustiças e atitudes comodistas que adotamos constantemente, grita com força explosiva, sob a qualidade técnica inquestionável de seus companheiros de Plame. As ruas de qualquer grande cidade desse país, exploração infantil em sinais, ou faróis como diz Michel, em seu sotaque paulista indefectível e bom de ouvir, pois mostra o quão diverso é o Brasil. Plame canta forte e com toda a sinceridade. A vida em nós quer mais, a vida em nós quer ser útil e valer sempre.  Show inesquecível.
Favela Groove (Santa Luzia-MG) Não se deve instigar desavisadamente aqueles que tem o que dizer, pois o verbo vem afiado e preciso. Léo Inseto e D.B sabem como fazê-lo. Diego Bobby (guitarra), Braw (guitarra) base, Daniel (baixo), Rafael: Bateria, Reinaldo (pick-up). Juntos levam aos ouvidos o verbo necessário para despertar mentes adormecidas, e como precisamos disso! A voz dos que não a possuem para narrar seu cotidiano. O respeito aos iguais em todas as periferias do país. “Levanta a mão”, e você vai saber de que lado está a força. “Guerreiro é guerreiro” , nunca foge da luta, jamais se acovarda e não abandona os companheiros de batalha, pois sabe que a guerra é muito maior. Iguais, todas as matizes, “Alma colorida”, e a impossibilidade de dividir-se o indivisível. Sempre humanos. Hip hop, bases seguras e misturas, regae, samba, rap, tudo e mais o que for possível criar sem medo, pois “a luz que determina o quanto escuro é o lugar”. Grande banda, para mentes que pensam, grandes intenções para combater o que deve e precisa ser combatido. Alguma chuva e platéia encerrando a noite ao som e a certeza de ouvir música sincera e honesta.

Domingo dia 25 de setembro de 2011 no V BH Indie Music
Apresentações: 
Dead Vines (Belo Horizonte-MG)Dmor (Belo Horizonte-MG) Irônika (Belo Horizonte-MG).
Local: Centro Cultural Nem Secos

Dead Vines (Belo Horizonte-MG) Um trio de punk rock? Não. Uma banda que busca no rock´n roll o caminho para expressar-se.  Bugú Reis (voz/guitarra), Luis Borges (bateria) e Davidson (baixo/vocal). Canções, algumas com as bases básicas de punk, sim. Textos que abordam o mundo à nossa volta, as relações interpessoais, todas. A percepção política de nossas atitudes cotidianas e a política mesmo. Os “reis” oportunistas em seus castelos reais e megalômanos. Qual e quem será o próximo? Crítica aos exploradores. Em uma apresentação firme e buscando levar à platéia seus textos que merecem ser percebidos, gritam o “Caos”, mostram o caótico estilo sócio-político-existencial que construímos. As relações humanas e suas complexidades. “A vida humana”, ela não nos deixa mesmo escolhas, viver e viver o mais intensamente possível, narrar essa condição e escolha compulsórias é o que faz, para o nosso bem a Dead Vines. Viva!
Dmor (Belo Horizonte-MG) Estranho, pois o exercício de legislar em causa própria não me cai bem. Escrever sobre a banda na qual canto, componho e escrevo é estranho.  Sempre idealizei  assistir a uma apresentação da minha banda, não através de vídeo, mas sim estando na platéia, impossível sei. E eis que me vejo agora escrevendo sobre uma apresentação tendo a visão do palco. É bom perceber que a platéia de antemão é sempre receptiva e acolhedora, e tenham a certeza de que os versos que canto são sinceros. Falam sobre todos nós, falam sobre tudo que um atento observador que deseja narrar a aventura de viver e existir o faz. Nada diferente de todas as bandas e artistas que estou ouvindo e vendo no V BH Indie Music. Uma Banda de rock, é o que pretendo ter. Nesses últimos tempos, instável em sua formação, tive para acompanhar-me Esdras Oliveira (guitarra), competente. E Daniel Pertence (bateria), mais que um músico, um amigo, Daniel é baterista oficial das Bandas Simples e da Junkbox, para ele não existe tempo ruim e é um apaixonado pela música e por suas amizades. Agradeço a ele publicamente agora, por mais esse auxílio. Sinto que agradamos a platéia, sinto que o que foi pretendido por Malu Aires ao conceber o projeto BH Indie Music, tem mais que razão para ser.  E apenas agradeço, com toda a sinceridade possível. Obrigado a todos os presentes.
Irônika (Belo Horizonte-MG) Bom ver e ouvir, verdadeiramente punk nas atitudes,  mas mais que rock´n roll na sonoridade e caminhos atuais, a Irônika tem a honestidade  musical de amantes do simples e autêntico. Divertir-se, mas divertir sua platéia é a máxima da banda.  Bruno Luiz (voz/guitarra), Jr. Skiter (guitarra/vocais), Pedro Vasseur (baixo/vocais), Mauro Novaes  (bateria). Executam com uma vontade e intensidade vibrante suas canções. Narrativas burlescas sobre garotas e bebidas, aparentemente despretensiosas. Cantar, tudo que pessoas que estão mesmo ao cantar em aparente estado de diversão, percebam. Cantar o cotidiano e isso inspirados em todos os sons de boa qualidade que os influenciam. Mas, cantar também as intenções espúrias de autoridades e supostos salvadores de plantão, que sejam ou políticos mal-intencionados ou capitalistas desonestos. Uma platéia fiel, seguidores e consumidores vorazes da mais que apresentada e Irônika,  cantaram, dançaram em ”mosh” e felizes e ungidos pelo rock´n'roll e as energias que vinham do palco, e sem chuva. Voltaram para suas casas e de novo,  poder dizer: Sim, foi muito bom ver e ouvir música sincera. Sim, a vida como os acordes do  rock´n'roll pulsa intensa em nós.


por Edison Elloy
fotos Naty Rodrigues

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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

[AGENDA] TERCEIRA SEMANA


V BH Indie Music
TERCEIRA SEMANA ....DE 20 A 25 DE SETEMBRO
20SET
.OFICINA PRODUÇÃO INDEPENDENTE
Direção: Malu Aires
Dias: 13/0920/09, 27/09, 04/10, 11/10
Horário: 19:00 às 22:00
Vagas: 12
INSCRIÇÕES ENCERRADAS
24SET
....WORKSHOP Presença de palco...................Performance gestual para músicos
Direção: Helen Novais
Dias: 17/09, 24/09, 01/10, 08/10
Horário: 14:30 às 17:00
Vagas: 
12 INSCRIÇÕES GRATUITAS
INSCREVA-SE
22SET
....shows e performances
........V BH INDIE MUSIC
foto James
...ANÖREXIA Contagem MG 22:15H
O Anörexia surgiu em 2001 no bairro Nacional em contagem, tem influências das bandas Silverchair,Alice in chains,Nirvana...passou por várias e várias formações, mas se firmou e segue se apresentando.
Não encaixam o estilo da banda em nenhuma vertencia, mas apenas no bom e velho rock n roll, com um som mais alternativo e letras de peso.
foto Márcio Novais
...ROCK D'LA RUA Belo Horizonte 23:15H
A banda surgiu em 2001 e tem um estilo Metal Rock Punk mas sem deixar o jeitinho mineiro de fazer música. As principais influências são Ramones, Raimundos, Mamonas, Titãs e Tianastácia. A banda Rock D'La Rua tem se apresentado em casas de shows que abrem oportunidades ao Rock Independente em Belo Horizonte.
foto Rosane Catão
...ELETROLISE Belo Horizonte 00:00H
A banda Eletrolise desde 2008 vem escrevendo sua história em Belo Horizonte/MG onde estão fazendo rock n' roll com influências nacionais e internacionais, mostrando um trabalho novo pra quem curte acompanhar a evolução do rock ao longo dos tempos.
ONDE
quinta-feira
Horário: 21:30 horas
Shows das bandas ROCK D'LA RUA (BH), ELETROLISE (BH) e ANÖREXIA (Contagem MG).
ENTRADA: R$10 (na hora) R$8 (antecipados)
Local: Casa Cultural Matriz
Rua Guajajaras, 1353 - Lourdes

MAPA
24SET
....shows e performances
........V BH INDIE MUSIC
foto Liliane Oliveira e Bernardo Ribeiro
...MONSTER GROOVES Nova Lima MG 18:15H
Banda fundada em 2010 por Bernardo Ribeiro e Eduardo Araújo.
A Monster Grooves explora o funk (americano), lounge, acid jazz, soul e estilos afins, fazendo misturas dançantes em canções próprias de sonoridade rara no cenário musical brasileiro.
Em maio de 2011 lançam o primeiro EP independente. Entitulado apenas de “Monster Grooves”, o EP conta com 6 faixas, incluindo “Monsters In The Attic” e “Juggler” - canções mais ouvidas na internet.
foto Renato Cobucci
...FAVELA GROOVE Santa Luzia MG 19:15H
A banda Favela Groove foi criado em 2007 por dois músicos e compositores, Léo Inseto e D.B. Os dois resolveram unir idéias e talentos e criar a Banda Favela Groove visando buscar novos objetivos e inserindo dentro da música o conceito de que não é necessário usar de uma linguagem estritamente voltada para a violência gratuita para se ter uma pregação política e social ou a banalização das “bundas” para conquistar o público.
foto Sabrina Bento
...GROOVE Á TOA Ribeirão das Neves MG 20:15H
Formada em 2009, a banda Groove á toa trás a essência do bom rap mesclado a doses de rock setentista e a riqueza do funk.
Atualmente o Groove á toa é: Monge Mascavo e The Lan Matarazzo o vocal, Chirlei Mascavo na bateria e vocal, Somah no contra-baixo, Wingles Max na guitarra e Dj Duloo Siciliano.
foto Leandro Plame
...PLAME São Paulo 21:15H...
Bom, tudo começou quando duas bandas de Hardcore chegaram ao fim. Os integrantes Michel, Allan e Leandro (Ex-Positive Hi-Fi) se reuniram com Junão e Bonão (Ex-The Voice) para montar o Plame. Esse encontro aconteceu em um show das bandas Garage Fuzz e Dead Fish, em São Caetano do Sul. Hoje a banda escreve letras de acordo com os momentos, verdades e retratos de um cotidiano vivido por cada integrante.
ONDE
sábado
Horário: 17 às 22:00 horas
Shows das bandas MONSTER GROOVES (Nova Lima MG), FAVELA GROOVE (Santa Luzia MG), GROOVE Á TOA (Ribeirão das Neves MG) e PLAME (São Paulo).
ENTRADA FRANCA (leve 1 kg de alimento ou 1 livro para doação) 
Local: Centro Cultural Nem Secos
Rua São Salvador, 9 - Bonfim

MAPA
25SET
....shows e performances
........V BH INDIE MUSIC
foto Marcos Ganndu
..CONSCIÊNCIA SUBURBANA Belo Horizonte 18:15H
A banda Consciência Suburbana surgiu dia 18 de junho na até então pacata zona leste de Belo Horizonte. Punk Rock, a banda aborda temas do cotidiano, cantados em português.
Em sua discografia traz cd's próprios e participações em coletâneas como Rotten Zine (SP, 2003), Eu tentei - Volume 2 (RJ, 2001), Compilado Punk - Volume 4 (Argentina, 2010), Sem Fronteiras (Brasil/Colômbia), Coletâneas Virtual PunkHardcorecrust Attack (Sergipe), Punk All Punk (Goiânia), Principio y Fin, Acracia Zine(Argentina).
foto Naty Rodrigues
....DEAD VINES Belo Horizonte 19:15H
A tríade de Rock'n Roll surgiu em 2005, influenciada pelo Punk Rock e Grunge viscerais dos anos 80 à 90! Traz letras fortes e marcantes, baseadas nas ilusões e desilusões do dia a dia. E este ano está lançando o seu 1º E.P.intitulado de "KAOS"...
foto Marcos Ganndu
....DMOR Belo Horizonte 20:15H
Dmor, criada em Belo Horizonte com um album lançado (Humanic-2002) e participação em coletaneas, alem do Ep D-one (2007). É uma banda de rock contemporanea, mas não se furta em buscar em referencias solidas suas influencias, contudo, mistura, desconstroi e reinventa a partir de sua formação, atualmente um trio com Edison Elloy (voz/contrabaixo). Todo o processo criativo da banda tem como finalidade a composição de canções simples na essência, mas que sejam expressivas tanto melodicamente quanto em relação ao seu texto. A complexidade da mente humana, seus atos, expectativas e sua condição são abordados de forma metaforica e poetica. Letras cantadas em ingles, simplesmente porque a estética de suas canções está na origem do estilo que executam. Um trio de rock básico que se empenha para em acordes livres brindar ouvidos e mentes com canções sinceras e honestas.
foto André de Araújo
....IRÔNIKA Belo Horizonte 21:15H
Banda mineira, safra 2000. Rock n roll simples, direto e sing alongs (vocais em coro). Punk rock explosivo diretamente influenciado por bandas punks antigas, The Specials e bandas californianas. Embora tenha germinado suas raízes na musicalidade terceiro mundista do ragga, reggae e ska, o Irônika viu no punk rock a válvula de escape certa para desabafar suas músicas sobre delinquência juvenil, festas e criminalidade. A banda já pegou a estrada percorrendo o interior de Minas, São Paulo e até nordeste do Brasil. O Irônika é formado pelo quarteto Bruno Luiz, Jr. Skiter, Pedro Vasseur & Mauro Novaes - rock' n roll e niilismo de Belo Horizonte.
ONDE
domingo
Horário: 17 às 22:00 horas
Shows das bandas CONSCIÊNCIA SUBURBANA (BH), DEAD VINES (BH), DMOR (BH) e IRÔNIKA (BH).
ENTRADA FRANCA (leve 1 kg de alimento ou 1 livro para doação) 
Local: Centro Cultural Nem Secos
Rua São Salvador, 9 - Bonfim

MAPA
REALIZAÇÃO INDEPENDENTE
BH INDIE MUSIC
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