Sábado dia 10 de setembro de 2011 no V BH Indie Music
Apresentações: Ek-Vertep (Suzano-SP), Los Ciegos (Ribeirão Pretos-SP), Os Selvagens (Ouro Preto-MG) e Os Decréptos (BH-MG)
Local: Centro Cultural Nem Secos
Noite de estréia dos paulistas da Ek-Vertep, nova banda da baterista (ex-Maquiladora), Déia Carvalho (vocalista e violonista), Johnny Medina (baixista) e Zé Ronconi (baterista, percussionista e vocalista). Um trio em total sintonia com a música e outras possibilidades sensoriais de expressão. Usam a pintura, em performance de Johnny Medina, usam projeções visuais, não apenas para ilustrar suas canções mas antes para instigar as mentes que buscam desafios. Três excelentes músicos, executam canções que não precisam ser classificadas, podem se auto-denominar uma banda de rock, mas estão lá elementos de folk, jazz. Está a canção na voz segura de Déia Carvalho, conduzindo a partir de seu violão, também turbinado com distorções e efeitos em melodias que envolvem e instigam.
Los Ciegos, cantam o que sempre com sinceridade nasce da intenção de amigos ao decidirem formar uma banda. Cantam música honesta. A força da amizade faz com que Eduardo Vidal (guitarra/voz) Rodrigo Henrique (guitarra/voz), Gabriel Pugliani (bateria), João Pitombeira (baixo), viagem por sete horas, apresentem-se e retornem para casa com a certeza do dever cumprido. Guitarras e texto fortes. Arranjos que remetem ou simulam um rock básico, engano. Canções muito bem arranjadas. "Vamos brincar de rir de inimigos". Los Ciegos simulam em canções, para forjar em seus textos nosso cotidiano almejado, tudo está lá nas entrelinhas de cada canção. Riffs e arpejos que marcam tem sempre lugar de destaque e eles sabem elaborar passagens que um cego não pode ver, mas ouvidos atentos percebem. Apresentação sincera e correta, voltaram cansados para casa, mas voltaram felizes.


Domingo, dia 11 de setembro de 2011 no V BH Indie Music
Apresentações: Junkbox (BH) e Ek-Vertep (Suzano-SP)
Local: Centro Cultural Nem Secos

Ek-Vertep, apresentação com a mesma força expressiva da noite anterior, porém depois da estréia, muito mais tranquila para os músicos da banda, descontraída, Déia Carvalho, esquece seu capotrasto, faz seus companheiros de banda improvisarem e sorri. As falas de Johnny Medina (baixo) durante sua performance com tintas e pincéis ao ilustrar seu segundo painel em BH, talvez um Franknstein, buscando como todos e sempre a aceitação e libertação dos limites físicos e pré estabelecidos. Johnny Medina, pedia aplausos e a platéia retribuía agradecida pela noite cheia de arte e sensações outras. Sim, vale sempre sim, sair e viver. Viver e ouvir canções, vozes e sons que apenas a mente de cada um concebe diante das expressões vindas de um palco, ou ali como fez Ek-Vertep, com projetor e papéis em branco e prontos para a forma que a eles fosse determinada. Salve os que podem adentrar à caverna depois das visões e percepções adquiridas. Salve a música e os que dela se alimentam.
por Edison Elloy
fotos Marcos Ganndu
Envie suas impressões sobre o V BH Indie Music para o e-mail bhindiemusic@gmail.com e publicaremos tua história/narrativa/resenha/foto aqui neste blog
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